Quem somos · Parque Dez, Manaus
A aula começa quando alguém discorda
Desde o encontro de abertura cada pessoa toma a palavra, escuta a réplica e devolve uma resposta. A teoria entra em doses curtas, quando serve para a rodada seguinte.
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Como a escola apareceu
A FixtureLume começou como um grupo de prática que se encontrava em Manaus, misturando gente da universidade e gente já empregada. Ficou claro cedo que as sessões curtas serviam tanto a quem vinha do meio acadêmico quanto a quem precisava organizar a fala em reuniões e apresentações.
Em 2019 o grupo virou escola, com calendário de turmas, material próprio e um percurso definido do começo ao fim. A sala na Parque Dez foi escolhida porque se chega até ela de metrô e de ônibus a partir de boa parte da cidade.
O nome remete ao diálogo: a conversa em que duas posições se põem à prova uma na outra. É o que acontece a cada encontro e é o que os cursos treinam.
O que orienta cada encontro
Argumentar é habilidade prática, e prática pede tempo de microfone. Por isso a maior parte de um encontro pertence às falas dos participantes, e não à demonstração de quem conduz.
Treinar apenas a fala produz gente que repete os próprios pontos sem responder a ninguém. A escuta entra já no primeiro dia, com exercício próprio e tempo reservado no relógio da sessão.
Não prometemos virada rápida. Falar com clareza e raciocinar sob pressão exigem repetição, e os cursos foram dimensionados com esse dado em vista.
As pessoas que conduzem as turmas
Paula Ferrari
Coordenação pedagógica
Doutora em Ciências Humanas, trabalha há dez anos com lógica e análise de argumentos. Escreveu os roteiros de argumento que abrem o Passo de Estreia.
Marcos Tavares
Turmas de empresa
Mestre em Direito Processual. Conduz o Acordo e Prazo e parte do Contraponto Direto, de olho em como a linguagem interfere nas decisões de um grupo.
Beatriz Nunes
Casos, moções e facilitação
Pesquisa teoria da argumentação e ligas escolares de argumentação. Cuida do caderno de moções comentadas do Contraponto Direto e facilita turmas do Passo de Estreia.
O que vale em qualquer turma
01Vagas com teto fixo
Os cursos abertos fecham a lista em doze inscritos. É o número que permite a cada pessoa falar em todos os encontros, e não apenas assistir aos colegas.
02Gravamos toda sessão
O áudio de cada participação vai para quem falou, acompanhado do questionário de autoavaliação que orienta essa escuta.
03Material escrito para o curso
Cada curso tem material impresso próprio, redigido para aquele formato e naquela ordem. Nada de apostila genérica trazida de outro lugar.
04Comentário ainda no encontro
A devolutiva acontece no próprio encontro e cita o que a pessoa disse: a frase, o exemplo, o ponto em que o argumento perdeu o fio.
05A gravação pertence a você
O áudio pertence a quem falou naquele dia. Não entra em material de divulgação e não chega a outras pessoas sem autorização.
06Revisão ao fim do ciclo
No fim de cada ciclo de turmas revemos o conteúdo. As mudanças nascem das observações dos participantes e da leitura das sessões gravadas.
No que a escola acredita
Debater dentro de um formato definido treina pensamento crítico de maneira direta. Não há nada de abstrato no teste: alguém acabou de afirmar uma coisa e você tem dois minutos para devolver.
O trabalho se apoia em três frentes — organizar a fala, escutar com precisão e reconhecer raciocínio frágil. Nenhuma se sustenta sozinha: falar bem sem escutar produz discurso que não responde a nada, e enxergar só o erro alheio é meia habilidade.
Competição não move esta escola. As sessões existem para praticar, não para vencer ninguém. Quando alguém concede um ponto no meio da rodada, isso conta a favor da pessoa.
Ficar em Manaus — AM nos deixa perto de quem estuda e de quem trabalha na cidade. A maioria dos participantes está no mercado ou em formação, e horários e formatos foram pensados para essas rotinas.
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